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Smartphones: ‘top five’ já tem 3 marcas chinesas

No primeiro trimestre do ano, a Samsung manteve-se como a maior fabricante mundial de smartphones. E aumentou a distância face à concorrente Apple, cujas vendas recuaram significativamente. Mas são as rivais chinesas que estão em destaque. Huawei, Oppo e Xiaomi ocupam as posições seguintes. E sempre a aumentar vendas.

Tal como se previa, terminou a era do crescimento a dois dígitos no mercado mundial de smartphones. As vendas smartphones alcançaram os 349 milhões de unidades no primeiro trimestre do ano (representando 78% do total de telemóveis vendidos). O valor representa mais 3,9% que em período homologo de 2015, tendo as vendas sido impulsionadas pelos dispositivos de baixo custo nos mercados emergentes e pelos equipamentos 4G menos dispendiosos nos demais mercados.

De acordo com os números da Gartner, o mercado de smartphones está a abrandar cada vez mais, especialmente para os grandes fornecedores, que se debatem com a saturação do mercado. Acrescem as marcas emergentes, que estão a desafiar cada vez mais as marcas já existentes e a aumentar a sua quota de mercado. Com esta mudança na dinâmica do mercado, as marcas chinesas estão a impor-se cada vez mais como líderes em termos mundiais.

No final do primeiro trimestre do ano passado, havia duas marcas chinesas no top five dos fabricantes, representando 11% no mercado, a Huawei e a Xiaomi. Em março último, eram já três – Huawei, Xiaomi e Oppo – representando 17% do mercado. E a Oppo foi a que mais cresceu. Ao posicionar-se como a quarta maior fabricante no primeiro trimestre do ano, com 16,1 milhões de unidades vendidas. Tal como a Huawei, que está na terceira posição do ranking, e a Xiaomi, em quinto lugar, a Oppo registou um forte crescimento na China, roubando quota de mercado a rivais como a Lenovo, Samsung e Yulong.

A Huawei avançou que tem uma forte procura de smartphones na Europa, Américas e África. A Xiaomi e a Oppo garantem que as suas vendas nos mercados emergentes da Ásia/Pacífico subiram 20% e 199%, respetivamente.

A líder do negócio mundial de smartphones continua a ser a Samsung, que conseguiu nos três primeiros meses do ano alargar a distância em termos de quota de mercado face à sua rival Apple, ao ficar com uma quota de 23,1% das vendas. Um ano antes era de 24,1%, mostram os dados da Gartner. Segundo a qual, a renovação do portfolio de dispositivos permitiu à marca sul-coreana manter-se como um forte concorrente, apesar de enfrentar uma feroz concorrência. Especialmente nos mercados emergentes. Já a Apple registou a sua primeira queda de dois dígitos em termos anuais, com as vendas do Apple a recuarem 14%.

Quem desapareceu dos cinco grandes fabricantes mundiais foi a Lenovo, que também já não está nos 10 primeiros. As vendas recuaram 33% no trimestre, sendo que só na China o recuo foi de 75%., já que enfrenta a forte concorrência das marcas locais.

Em termos de sistemas operativos, a Gartner refere que o Android da Google reconquistou quota de mercado ao iOS e ao Windows, alcançando os 84,1% de quota de mercado. Um ano antes tinha 78,8%: Com o mercado de smartphones a atingir a maturidade nos países desenvolvidos, que estão a atingir a saturação, a Google está à procura de novas oportunidades de crescimento de receitas, apostando na instalação da sua plataforma em carros, wearables, casas conectadas e experiências imersivas. E apesar de ser dominante no mercado, enfrenta o desafio da rentabilidade. O iOS da Apple ficou com uma quota de mercado de 14,8% (17,9% um ano antes) e o Windows de 0,7% (2,5% um ano antes).

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